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Boom! Bahia! Boom!

O rock baiano já havia feito às pazes com o Carnaval, do qual tem uma interseção que o enorme sucesso da Axé Music interrompeu. Agora o rock local deixa de lado o jeito carrancudo e começa a acreditar que pode dar certo, ser divertido, tolerante e popular (sim, na Bahia isso às vezes parecia constrangimento). Foi essa a tônica do Boombahia nos seus primeiros dias (sexta-sábado-domingo com continuação nessa quarta). Aproveitando a boa estrutura do Pelourinho, o festival pôde oferecer som de qualidade, estrutura de bom nível, pontualidade, produção caprichada e shows bons, alguns até memoráveis, para um ótimo público, de cerca de 1.500 pessoas por dia. Como já havia falado antes, se nem todos foram brilhantes, nenhuma banda fez feio ou não disse a que veio. Algumas brilharam e (re)colocaram a Bahia de novo no mapa das melhores cenas do país, fato legitimado por alguns produtores de festivais de fora presentes. Pena que a grande imprensa fique à margem disso.

Se em 2007, o Boombahia trazia uma cara de continuidade de um festival que parou nos anos 90, com bandas e clima que respirava mais o passado com poucos lampejos de futuro, a edição desse ano, a quarta, foi bem diferente, apontando para o que deve se tornar o rock baiano daqui pra frente. Além dos dois headliners, cada vez com mais novidades no som, os grandes destaques foram as bandas novas. Subaquático fez um show antológico, Vivendo do Ócio mostrou às cartas da novíssima geração e a Yun-Fat comprovou que ainda há espaço para som pesado, criativo e com misturas. O grande público que compareceu nos dois dias, soube deglutir as novidades e reconhecer qualidade até nos sons menos conhecidos.

Veteranos no palco mas começando a circular com mais frequência pelo circuito com o projeto Subaquático, Junix (Guitarra e voz), Marcos Kieta (baixo) e Emanuel (bateria) detonaram a Praça Teresa Batista no início da segunda noite. Ninguém conseguiu ficar imune ao som que o power trio tirava. Parecia que tinha muito mais gente em cima do palco tamanha era a força do som. Rock experimental, ecos de psicodelia, reggae, música brasileira, versões de músicas Nancyta e de B Negão e a cara de felicidade de Junix ao ver o público atento e em êxtase com o show. Showzaço. Entrou definitivamente na lista de todos como uma das melhores bandas baianas da atualidade. Para quem achava que o rock local não tinha novidades, foi só uma delas.

Sem firulas, sem frescura, com um rock certeiro, como já foi dito aqui, a Vivendo do Ócio abriu o festival mostrando porque é uma das maiores apostas locais. Apesar do pouco tempo de estrada, a banda parece pronta para maiores rumos, músicas com alto potencial de se tornarem hit, boa postura de palco – apesar de ainda poderem se soltar mais um pouco – e uma sonoridade sintonizada com o novo rock. Um daqueles shows que servem para consagrar a banda. Tanto que o comentário entre os roqueiros veteranos presentes, que costumam criticar tudo que não seja de sua época, era da grande banda que tinham acabado de conhecer. Sem contar o produtor de um grande festival independente nordestino que ficou de queixo caído com a banda e vendo o show decidiu chamá-los para tocar no evento no próximo mês. Melhor de tudo é ver que a banda, mesmo com pouco tempo, já tem um público próprio que encheu a praça desde cedo para ver o show e cantar junto. De cara o Boom Bahia já cumpriu bem a função de apresentar boas bandas novas para o circuito.

Outra que entra nesse mérito é a Yun-Fat. Som vigoroso, trash metal nerd com bossa-nova incrustado no meio de algumas músicas, referências surpreendentes e um cover detonador de “Sunday Bloody Sunday”. A prova de que ainda há espaço para criatividade nos sons mais pesados, sem apelar e sem querer reinventar a roda. Grande show. A pergunta que ficou é porque estes caras não tocam com mais frequência? Iam se dar bem.

Pra que grandes bandas de fora?
Os dois, digamos assim, hedliners, foi um feliz acerto da produção. Para que torrar uam grana que não tem para trazer grandes nomes de fora, se existe Retrofoguetes e Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta? As duas bandas formam, ao lado da Cascadura, o trio de maiores bandas de rock locais, as mais ativas e com maior público. Com qualidade indiscutível, garantiram o encerramento das duas noites provando a fama que levam. Não só na Bahia, mas seria um acerto em qualquer festival do Brasil, encerrar uma noite com o Retrofoguetes. Tocando 50 minutos ou três horas, eles sempre dão conta do recado e botam para dançar qualquer desavisado. No Pelourinho não foi diferente. Assim como em 2007, a banda botou todo mundo para balançar com sua mistura cada vez menos presa ao rock e abrindo o leque, com surf music, psychobilly, música cigana, tango etc. Rodas de pogo, rodas de ciranda, casais dançando juntinho, era festa total. Mais um showzaço da melhor banda do Brasil, segundo o apresentador do Festival. Exagero talvez, mas sem dúvida o Retrofoguetes é uma delas. Mais um show marcante, o que já virou clichê de tão comum.

Ah! aquela história de fazer as pazes. Imaginem um festival de rock em Salvador, terminando em clima de Carnaval com um afoxé moderno e roqueiro, com Ronei Jorge pedindo “Canta Sulacap!” (pra quem não sabe é um tradicional edifício que fica num ponto estretégico da Praça Castro Alves e é uma das referências do Carnaval baiano) e o povo pulando como se estivesse atrás do trio. O repertório mais novo de Ronei é calcado mais na MPB e menos vibrante em sua maior parte. Mesmo selo de qualidade do restante do trabalho do grupo, mas é quando trazem os pequenos clássicos da primeira fase da banda que ganham vigor em cena. “O Drama” cantado a plenos pulmões por cerca de mil pessoas não é algo para se desprezar. Em “Aquela Dança”, o Carnaval roqueiro mostra qual o caminho que o rock baiano está tomando. Mais um show marcante.

Samba pra roqueiro
Antes de RJLB, o paulista Curumin botou todo mundo, roqueiro ou não, para sambar e ainda cantar “Preta” de Beto Barbosa. Algo que parecia inimaginável num festival de rock casou muito bem. Com uma formação diferente do usual: o próprio Curimun tocando bateria, controlando programações e cantando ao mesmo tempo, acompanhado dos Aipins, um baixista que também executava programações e outro integrante que fazia percussão e “tocava” violão e guitarra na programação. O som? samba moderno pra frente. Smaples de Clementina de Jesus, Roberto Carlos e o final com Curumin cantando junto com Gal “São Salvador, Bahia de São Salvador”. Merece uma volta com um show completo.

Na média
Se nem todas as bandas conseguiram ser brilhantes, não há dúvidas do bom nível das bandas locais. Mesmo aquelas que fizeram seus shows competentes, mas sem grande impacto, caso da Lou, Os Culpados e da Os Irmãos da Bailarina, conseguiram mostrar que o cenário baiano vive um bom momento. Os Culpados possuem algumas boas músicas, prontas para tocar em qualquer FM (isso é um elogio leitor, à banda, não às rádios), mas precisam de um repertório mais regular. Vocal seguro, violão e guitarra convivendo harmonicamente, bom batera, mas ainda falta algo, talvez a energia adolescente que normalmente o rock pede. Mas deixaram boa impressão em seus melhores momentos. A Lumpen mostrou que o histórico de boas bandas baianas de hardcore não é gratuito. Porrada, letras politizadas e um bom show. Evidente, que não é nenhuma banda inesquecível, mas sabem fazer direito o que se propõem.

A Lou melhorou bastante com a nova vocalista, mais sintonizada com o som do grupo. Banda e vocalistas competentes, mas falta melhores composiçôes. Por mais que você tente se empolgar no show, você procura um refrão pra cantar junto, uma melodia mais simpática e não encontra. O som é bom, pesado, correto, mas parece que tocaram durante meia-hora a mesma música, nada é ruim, mas também nada chama a atenção. Algo parecido faz Os Irmãos da Bailarina. Está tudo ali bem apresentado, boa banda, vocal de personalidade, um estilo próprio até, mas falta capricharem mais na criação. A impressão que fica é que o show é bom, mas nada que você vai guardar por muito tempo e não por ser algo descartável, mas por faltar algo que pegue o esepctador.

A Theatro de Séraphin, que já havia tocado no ano passado, trouxe o cheiro dos anos 80 para o BoomBahia. Com um visual coom se tocassem em Londres (todos de preto e com com muita roupa), a banda tem bastante conceito e uma boa presença de palco. Perderam, no entanto, uma boa chance de mostrar como já têm um repertório de qualidade. Não que as novs músicas não mantenham o clima das anteriores, mas o que de melhor já fizeram ficou de fora.

Cada vez é mais raro ver uma banda cantando em inglês. Não é um problema, mas não tem muito sentido isso nos dias de hoje. A pernambucana Sweet Fanny Adams, uma das duas atrações de fora do estado, parece mesmo uma banda gringa. Arrumadinha no palco, certeiro nas músicas, não fizeram um show brilhante, mas deram seu recado. Rock moderno, sintonizado com o que rola no mundo hoje, incluindo uma versão bacana de “Wolf Like Me” do Tv on the Radio (valeu jan). O público que no começo estranhou, acabu se rendendo ao som bem feito da banda.

Starla, Declinium, Berlinda, e Estrada Perdida completaram a programação. A Starla abriu o segundo dia com seu rock noventista competente. A Declinium, direto de Dias D´ávila, levou para o Pelourinho o som pós-punk dos anos 80. Mais um daqueles casos de banda competente, com uma boa idéia, mas que não soluciona bem no resultado final, pois falta uma dose de boas melodias e refrões. A Berlinda trouxe os sons indies das guitar bands. Mais segura no palco, a banda até brilha em suas melhores canções, mas ainda precisa melhorar o repertório para galgar passos maiores. A Estrada Perdida é bem vista pelos roqueiros mais velhos, mas não adciona muito. Ótima banda até, mas com um vocalista vendido como o Iggy Pop bainao e não chega a um Marcelo Nova renovado, não convence. E tocar “Sinca Chambord” como se fosse “Silvia” soa a falta de coragem.

Quarta-feira tem mais: Nancyta, Pessoas Invisíveis e Mudhoney

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Comments (126)

 

  1. Don disse:
    22 de outubro de 2008 às 1:29 am

    prefiro ser menino amarelo do q ser um mané implicante, babaca e com a mente fechada q parou no tempo… fui!

  2. luisao pereira disse:
    22 de outubro de 2008 às 2:45 am

    “Pelourinho
    Uma pequena comunidade
    Que porém Olodum um dia
    Em laço de confraternidade
    Despertai-vos
    Para cultura Egípcia
    No Brasil
    Em vez de cabelos trançados
    Veremos turbantes
    De Tutacamom…

    E nas cabeças
    Enchei-se de liberdade
    O povo negro pede igualdade
    Deixando de lado
    As separações…

    Cadê?
    Tutacamom
    Hei Gize!
    Akhaenaton
    Hei Gize!
    Tutacamom
    Hei Gize!
    Akhaenaton…”

    Eu falei Boom Bahia?

  3. Mirdad disse:
    22 de outubro de 2008 às 10:30 am

    Só quero deixar registrado um basta pessoal nesse confronto todo.

    Por que será que o rock não agrega, só distancia?

    Nenhum outro gênero musical se esbagaça tanto quanto este.

    Assim, nunca conseguiremos ter uma rotina profissional de produção coletiva. Sempre serão ações isoladas, fadadas a diversas pedradas inconsequentes.

    Chega de críticas vazias e ranços de quaisquer natureza…

    Temos que aprender a aplaudir e não idolatrar; apoiar e não escaldar; fomentar uma sensação de que o rock é importante, necessário, UNIDO.

    O axé e o pagode só brigam nos bastidores, por trás, confrontos em que envolvem grana, apenas. Fora isto, são extremamente unidos: bandas que tocam as músicas das outras bandas.

    Por que os roqueiros BA não tocam covers de outros roqueiros baianos?

    Chega de apredejar nosso segmento. Não importa o qual é o estilo de cada um. NÓS SOMOS ROCK!

    Precisamos apoiar TODA E QUALQUER MANIFESTAÇÃO do nosso gênero, sempre prezando pelo profissionalismo das ações.

    CHEGA DE SÓ FALAR MAL.

    Vamos ganhar dinheiro, seus filhos da puta burros!!!!!

    PRECISAMOS GANHAR DINHEIRO, PORRA!!!!!

    O ROCK É UM PRODUTO, PRODUTO PORRA!!!!

    Precisamos vendê-lo sim, e não fustigar um eterno clima bizarro de confronto.

    A crítica tem que ser fundamentada, se não é meramente um recurso estilístico de um grupo fadado ao fracasso e pobreza plena.

    RECLAMÃO – isso é burrice!!!

    Voto pela união de todos os segmentos.

    Controlem a boca de vocês… precisamos ganhar dinheiro, fazer a máquina girar, fomentar a cena, o mercado, com trabalhos sempre profissionais.

    CHEGA DE FALAR MAL DE NÓS MESMOS.

    NÓS SOMOS O ROCK

    uma porra só.

  4. Chico disse:
    22 de outubro de 2008 às 11:38 am

    Apóio incondicionalmente sua posição, Mirdad. O problema é que lidamos aqui com um bando de manés frustrados, que não têm mais esperança de nada, tampouco nada a perder. Moleques, perdedores improdutivos que gozam ao esculhambar o trabalho sério dos outros. O que me consola é que esses merdas são tão insignificantes que não têm sequer coragem de mostrar a cara. Portanto, devem ser devidamente ignorados. Reforço aqui o apelo que fiz no RL: vamos ignorá-los como os cães que são e passar com a caravana. Quero deixar claro tb que não sei quem são essas pessoas, não quero saber, tenho raiva de quem sabe e repudio ofensas pessoais tanto para um lado (Miguel Cordeiro e Estrada Perdida – aliás, sou fã público e notório de ambos) quanto para o outro (Luciano, de quem sou amigo). Ignoremos os manés que só sabem destruir e vamos tentar construir alguma coisa aqui. O futuro dirá quem está com a razão.

  5. Bacurau dos Prazeres disse:
    22 de outubro de 2008 às 12:10 pm

    Aí, pra quem assinou Bacurau dos Prazeres nas duas últimas postagens. Fique a vontade para usar esse nome, ele foi inspirado num personagem real lá da minha rua.
    Inclusive estou criando um blog que vai ser dedicado ao rock baiano .

    Eduardo Cesar, a minha “dificuldade de compreensão que afeta a capacidade de reconhecer algo.” como vc falou, me faz pensar que esse projeto Retofolia, é um projeto que não representa nada musicalmente falando para o rock e nem para o carnaval.
    1° Eles tocam carnaval das antigas e machinhas. E daí ,nada de novo nisso, Velhas Virgens gravou um disco autoral só com machinhas de carnaval , Armandinho faz isso há 200 anos. Não sei se eles incorporam esse elemento (guitarra baiana) na surf music. Que também não tráz nada de inovador (como vcs gostam) nem experimental. A banda de Bicho Grilo Axé Rock dos anos 70 “Mar Revolto” já usava guitarra baiana, assim como várias outras.

    2° Minha comparação com Marcio Mela Cueca, tem tudo a ver. Tanto o Retonofoguete como Marcio Mela cueca, fazem musica para entreter, dançar e divertir .Tem exelentes musicos, e toca para um monte de playboy.

    Pois é Dom, o Rock’n Roll é fora de moda mesmo, não tá na MTV, nem no circuito que vc frequenta.

    Salvador é a mesma bosta de sempre.
    Não pense que pq seus amios aproveitam a “cultura gratuita da melhor qualidade q o governo ta oferecendo” como vc escreveu, que algo mudou.

    Então alguém vai responder quem sobrevive de rock por aqui?
    Quem ganhou cachê no Boomda Bahia?
    Ah deve ter sido a galera que tem canais e que aroveitam a “cultura gratuita da melhor qualidade q o governo ta oferecendo” aí sim rola uma boa grana.

    Mas só pra quem trabalho duro e sabe escrever projetos né? hahaha

  6. Eduardo César disse:
    22 de outubro de 2008 às 4:10 pm

    “Bacurau”, eu não sei quem é você, nem se você é esse ai ou aquele que diz que é você e você diz que não é. Ta muito confuso pra mim esse negócio de crise de identidade de fake. T+.

  7. Cássia disse:
    22 de outubro de 2008 às 4:37 pm

    esse Bacurau nunca é ninguém …além de fake ele tem multiplas personalidades !!!

  8. Bacurau dos Prazeres disse:
    22 de outubro de 2008 às 5:45 pm

    Eduardo, minha resposta foi dada pra vc. Não tenho que te provar nada quem é quem.

    Quem quiser usar esse nome Bacurau pode usar.

    Cássia, todas as vezes que detonei alguém, como vc falou, no blog do 10 ou ou pela internete, fui direto ao ponto. Vc foi umas das pessoas que se doeram.Não sou ninguém e não sou otário de ficar nesse blá-blá-blá de ofender gratuitamente. Eu escrevo o que vejo, e vejo que vc nos seus 45 aninhos parece que é a frustada daqui. Nunca ouvir falar de vc em produção de rock na Bahia nos anos 80 nem 90. Mas de qualquer maneira isso não me diz nada, pegue seu título de doutorado internacional de produção de rock, e vá mostrar para sua turma.

    Mas valeu pelo toque, vou escrever um blog mesmo!

    Don, vc é bicha.

  9. Luciano disse:
    22 de outubro de 2008 às 6:23 pm

    To tentando ler tudo, mas ja deletei um mail que só tem ofensa
    e vou deletar outros que tiverem isso, podem continuar falando besteira ou não, mas se aperar pra ofensas, palavrão, eu vou deletar
    de resto to achando é divertido

    Luciano, o inexpressivo

  10. rato-matic z z top top disse:
    22 de outubro de 2008 às 7:46 pm

    é isso aí luciano. nada como uma auto crítica né?

  11. Cássia disse:
    22 de outubro de 2008 às 9:25 pm

    hahahahahaaaaa … Bacurau vc é muito engraçado …
    Tá nervoso fio? vá tomar chá de Camomila…

  12. Bacurau disse:
    22 de outubro de 2008 às 11:34 pm

    È isso Luciano, vamos deixar de ofença galera
    olha só, o bacurau sou eu, esse que ta respondendo a tal de cassia é o falso, eu jamais ofenderia uma mulher assim, eu sou delicado com mulher, e esse lance de usar o bacurau não é qualquer um não… eu sou burro e escrevo errado, mas sou um cavalheiro com mulher… sacou cambada? o bacurau 2, deie de ser mané e mostra a cara seu lambisgoio… se você é homem, assine seu nome e fale o que você tem a dizer sem mascara… eu, o verdadeiro bcurau, sou viado e ainda não sai do armário, por isso sou fake, mas vc… hummmmmmm

  13. Flávia disse:
    22 de outubro de 2008 às 11:36 pm

    É lamentável que uma discussão que poderia ser produtiva se torne uma disputa execrável de egos mesquinhos. Triste ver que não existe uma COOPERAÇÃO (união é utopia) entre todos os que trabalham com Rock, afinal, só assim a cena poderia funcionar bem. Cada um que cante o que quiser e faça SEU trabalho do jeito quiser. Infelizmente a grande maioria do público com a sua “miscigenação cultural”, só quer saber de pop e axé-ba-ba. E rejeição ao VELHO ROCK’N'ROLL não passa de ignorâcia e frustração pela incapacidade de produzir algo que chegue perto do que aquilo foi. Deveria se conhecer mais sobre as bandas dos 50, 60, 70 e 80 pra ver de onde vêm as influências do que se toca hoje, sem contar em estudar um pouco que seja de Jazz, Blues e suas vertentes. O fato é que ao invés de se discutir o evento acontecido, fica essa “lavação-de-roupa-suja” medíocre e sem fim. Um “bate-boca de nigrinha” sem nenhum sentido e nenhum acréscimo. É para isso que se usa ao tãããããooo falada “liberdade de expressão”? Minha avó já dizia: “não tem nada de construtivo para falar, então mantenha-se calado”, afinal “quem falar o que quer…”, não é mesmo?
    Meus pêsames pelo estilo de diversão do “jornalista”; talvez, repensando rapidamente, fosse prudente selecionar com mais critério os posts colocados aqui, mas é isso, a INGENUIDADE é uma praga.

  14. Cássia disse:
    23 de outubro de 2008 às 9:05 am

    Flávia,
    Eu sou a maior defensora do velho rock’n roll , todo mundo sabe disso…sou rock 50, 60 e 70 assumida …. pouca coisa após isso me tocou …. adoro Velhas Virgens e a nossa Estrada Perdida ( que considero uma das 3 melhores de Salvador).
    AC/DC, Stones, Zeppelin, Deep Purple , black Sabbath…. a velharia mesmo …são bandas do meu coração … Fui do metal, produção do Zona Abissal ( banda de Metal dos anos 80) … tbm fui metida com o punk rock dos 80 … fiz uma produção histórica aqui Cólera (punk SP) e Taurus (Metal RJ) na Concha ….. isso é só pra vc ver que a minha onda é rock velho mesmo.
    Luciano é meu amigo e sabe que eu odiei aquele Placebo e o Chato Hermanos rsrsrs … mas a gente se respeita, nem por isso vou sair por ai atacando quem gosta …

    Mas o que está acontecendo aqui é algo pessoal e percebo que principalmente é a necessidade idiota de detonar o BOOMBAHIA. O tempo todo, não é só aqui, mas em outros blogs e até programas de rádio, meia duziazinha de pessoas ficam agredindo e tentando denegrir um trabalho que é sério e de muita qualidade …. extremamente profissional e articulado.´O Boombahia é um amadurecimento do profissionalismo do rock … claro, que ainda falta muitas coisas, mas dentro da nossa realidade, não poderia ser melhor. Um evento que todos do rock deveriam tirar o chapéu. Se algumas bandas ficaram de fora, paciência, foram 8 bandas por dia, impossível mais que isso.
    esse Blog, é de Luciano e aqui ele emiti a opinião dele, se ele não gosta disso ou daquilo …problema dele.
    Concordo com vc, isso poderia gerar uma boa discussão, mas infelizmente as pessoas entraram aqui para descarregar frustrações pessoais … ai é foda.
    E o pior é que a gente se diverte, porque , pelo menos eu , que faço parte, orgulhosa e com o maior prazer do mundo da equipe do BOOMBAHIA … não vou levar a sério tanto argumento bobo, infantil.
    Enquanto isso vou me divertindo com as crises de indentidade de todos os Bacurais, com as belas opiniões de um Rato e de um cavaleiro do Apocalypse rsrsrsrsrs … dá pra levar a sério?????

  15. Bacurau dos Prazeres disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:23 am

    Também estou me divertindo muito com sua auto-afirmação Cássia. É isso aí “quem tem alma não tem calma”. Vc já foi punk , metaleira, grunge, rock’n roll e quê mais?

    o Boomda Bahia tem seu valor, e vc o super valoriza demais.
    Não é nada pessoal.
    Ah, quero que vc participe do meu futuro blog, me criticando é claro.
    Pra não dizer que eu não falei de flores,quero dizer que concordo quando Chico disse que, o rock de Salvador não tem um hit e que faltava as bandas refrão.

  16. rato-matic z z top top disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:44 am

    como é que faz pra se enfronhar na turma, olps na panela da produção do boomda bahia? queria saber.

    e cassia pensei q com seu diploma internacional de produção de rock vc já tinha trabalhado com até os beatles. e vem vc com zona abissal e colera???

  17. Cássia disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:56 am

    hahahaha … Não preciso de auto afirmação não Bacurauzinho….
    E tbm nem sou de ficar postando em Blogs, nunca me prestarei o papel de entrar em blog nenhum pra criticar ninguém
    Escreva seu Blog … se for legal, vou elogiar e se for ruim eu nem volto lá, mas sempre sem ofender ou desfazer de ninguém … é assim que faço…. o que não me falta é o senso de justiça … e pra quem não sabe o que é isso, talvez seja confundido com super valorização ….
    Emita sua opinião, vc tem o direito … se te faz feliz, continue ” super valorizando” as suas opiniões e desfazendo das dos outros … método que não faz parte dos meus principios… enfim cada um no seu quadrado..
    Só lamento que exista isso no rock

  18. Cássia disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:58 am

    Ih …. o ratinho apareceu !!!!

    Ass:
    Cássia ….. sem mais nenhuma paciencia para roedores fakes

  19. Top 2 disse:
    23 de outubro de 2008 às 11:04 am

    rato, quanto rancor neste coraçãozinho de camundongo. Só porque sua bandinha de roedores não entrou no festival? Vai ter outro, relaxe um pouco. E aí talvez vcs entrem por algum buraco na parede. Ou talvez morram envenenados pelo ciúme antes, quem sabe?

  20. Pietro disse:
    23 de outubro de 2008 às 11:20 am

    rato, quanto rancor neste coraçãozinho de camundongo. Só porque sua bandinha de roedores não entrou no festival? Vai ter outro, relaxe um pouco. E aí talvez vcs entrem por algum buraco na parede. Ou talvez morram envenenados pelo ciúme antes, quem sabe?

  21. Bacurau dos Prazeres disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:05 pm

    rato, quanto rancor neste coraçãozinho de camundongo. Só porque sua bandinha de roedores não entrou no festival? Vai ter outro, relaxe um pouco. E aí talvez vcs entrem por algum buraco na parede. Ou talvez morram envenenados pelo ciúme antes, quem sabe?

  22. rato-matic z z top top disse:
    23 de outubro de 2008 às 10:17 pm

    rato, quanto rancor neste coraçãozinho de camundongo. Só porque sua bandinha de roedores não entrou no festival? Vai ter outro, relaxe um pouco. E aí talvez vcs entrem por algum buraco na parede. Ou talvez morram envenenados pelo ciúme antes, quem sabe?

  23. Eduardo disse:
    26 de outubro de 2008 às 10:40 am

    Gostei muito do discusso de rock and roll malzão, assim tipo matanza, fico pensando que esses caras são tudo casca grossas mesmos, tipo linha de frente, que caí pra dentro mesmo….toma cerveja e cospe no chão, que não toma banho…é isso aí pessoal, isso é evolução continuem assim. Pelo mal e velho rock and roll!!!!!!!!!!!Ahh..e não esqueçam de tocar Raul.

    Nave dia 01/11 quem vai????Vai ser Nave terror salvo engano, bem que o Bacurau e o rato aê poderiam aparecer lá pra tocar o terror né?Afinal né vocês que são do mal.

    E mais, emo 90 é bem melhor do que esses clichês rídiculos do rock.

  24. bianca disse:
    27 de outubro de 2008 às 11:37 pm

    Poxa Eduardo,não gosto da Estrada perdida,mas emo 90 é demais. Vc é bem fresquinho! Aí eu prefiro esses clichês rídiculos do rock que vc falou.

  25. Claudio Esc. disse:
    28 de outubro de 2008 às 3:26 pm

    gosto mais do rock malvado!

  26. janjão disse:
    29 de outubro de 2008 às 11:15 am

    Que beleza!!! Rolou de tudo aí. Sobrou até pra oswald e camus, que o pessoal do rock malvadão acha que só eles conhecem. Pretensão é pouco. O rock quer ser malvadão, mas é só película pra proteger a verdadeira intenção: fugir das massas. É o velho discurso do disco que só eu tenho, do livro que só eu li. Engraçado que um gênero tão popular queira ser de carinhas que ficam se gabando porque conhecem Camus, Oswald e Godard. Um gênero que por um momento promoveu misturas e nunca ficou parado, agora quer se parecer com aquela música de lá dos cinquenta, assim como winton marsalis quer que o jazz fique paradão. Até parece que o Led não se aproximou da música indiana, os Beatles idem e da música erudita, Ginger Baker do Cream foi pra África tocar com Fela Kuti, Hendrix foi o cara mais fusion que existiu e por aí vai. Mas esse caras não devem representar bem o rock malvadão, né?

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Quem faz

Luciano Matos lubmatos@gmail.com

Jornalista, blogueiro e DJ. Nascido em Salvador em 1974, há mais de dez anos atua na cobertura do cenário musical baiano e brasileiro, especialmente o chamado mercado independente.

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SETEMBRO

  • Dia 03
    * J. Veloso e Os Cavaleiros de Jorge - Praça Pedro Arcanjo - Pelourinho
    * Bailinho - Forte Santo Antônio Além do Carmo
  • Dia 05
    * Bugs (RN), The Pivos, Você me Excita e Charlie Chaplin - Ponto de Partida Snooker Bar
  • Dia 06
    * Manuela Rodrigues - Sala do Coro
  • Dia 09
    * Vivendo do Ócio - Pelourinho
  • Dia 10
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