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Entrevista básica: Vendo 147

Nova edição da série de entrevistas básicas com artistas baianos falando sobre os lançamentos de seus discos. Agora batemos um papo com a banda Vendo 147. Criado como projeto paralelo do baterista Glauco Neves, o grupo ganhou formação totalmente nova e passou a ser um dos destaques do cenário independente baiano, ou como quer que queiram chamar. Hoje formado pelo clone drums de Glauco e Dimmy “O Demolidor” Drummer, Pedro Itan e Duardo Costa, nas guitarras, e Caio Parish, no baixo, a Vendo 147 é uma das banas baianas que mais circulam pelo país atualmente. Nesse primeiro CD se cercaram de um conceito, que eles explicam abaixo, e lançaram com formato diferente e vários extras acoplados. Nessa nova entrevista da série, o grupo fala mais sobre o disco, a carreira e o mercado.

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Quem: Vendo 147

O Que: “Godofredo”

Formato: CD em forma compacto de vinil

Onde: no site www.vendo147.com) e em lojas como a Trenchtown e algumas livrarias

Por quem: Big Bross Rec e Fora do Eixo Discos

Preço: R$ 15,00 (quinze reais)

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- Gostaria que você contasse como foi a concepção do disco. Há um conceito nele?

Glauco – O GODOFREDO foi pensado e moldado durante muito tempo, onde fizemos uma longa pré produção em estúdios e na casa de Dimmy, até chegarmos no ponto que queríamos. É um disco conceitual sim, que evidência o caminhar de uma alma em busca do seu sentido de vida e de morte, descobrindo suas fraquezas e suas derrotas, sua raiva e o seu amor, seu medo e sua coragem, tudo isso até chegar ao desapego do ego.

Dimmy – É como se narrassemos a vida de um ser humano, desde o seu nascimento até a vida adulta.

- Como foi o processo de produção e gravação?

Glauco – O disco foi produzido por André T e pela Vendo 147. Tivemos tempo dentro do estúdio pra fazer com que o disco soasse como pensávamos, contando com toda paciência e dedicação do mestre andré t. O resultado ficou melhor do que imaginávamos. Ele também acompanhou parte da nossa pré produção antes de entrarmos no seu estúdio.
As baterias foram gravadas primeiro (dois bateristas juntos, ao mesmo tempo, como tinha que ser ) e na sequência o baixo e as guitarras. Tudo com muito cuidado e dentro do tempo que tínhamos pra fazer, pois nessa época a banda estava viajando muito e tentavamos conciliar os shows com as gravações. No final deu tudo certo e ficamos muito satisfeitos.

– Quais foram as principais influências durante a criação e gravação do álbum?

Glauco – Acredito que as influências continuam sendo as mesmas, que vão de Led Zeppeln a Tom Zé, porém, imagino que cada um estava ouvindo alguma coisa diferente na época das gravações. Eu ouço muita musica distinta de uma vez só e ao mesmo tempo que escutava Muse, também ouvia Beatles, Cidadão Instigado, Nação Zumbi, Red Hot, Them Crooked Vultures e por ai vai.

Dimmy – Me recordo que na época o Them Crooked Vultures tinha lançado o disco e rolavam uns vídeos de shows inteiro e sempre assistíamos alguma coisa desses vídeos lá em casa nos dias de ensaios. O que influenciou também foi assistirmos ao vídeo de gravação do (Blood Sugar) Sex Magic… do Red Hot, bastante pela ideia, de compor o disco em um lugar tranquilo, uma casa com todo mundo da banda lá dentro, sentimos uma certa identificação com aquilo. Fora isso ainda rolou o que nos acompanha sempre que é o Bella Fleck and the Flecktones, vira e mexe isso nos influencia de alguma forma.

- Como você insere o disco e o trabalho da banda na música feita na Bahia?

Glauco – Bom inicialmente pensava que estávamos fora de contexto, mas o público provou o contrário. Sinceramente, vejo o nosso trabalho como uma espécie de world music (se Daniela Mercury me permite, rs). Não pensamos em agradar um determinado público, pensamos em fazer música boa, que nos faça felizes e satisfeitos, que faça com que os outros sintam o que estamos sentindo. Não precisamos estar dentro de algum contexto ou estilo, precisamos ser verdadeiros com nossa música, pois o público gosta de coisas verdadeiras e não conheço nada mais verdadeiro que a Vendo 147 (na minha opinião),  porque ela é o que somos, com todos nossos defeitos e qualidades.

Dimmy – Pelo retorno que temos do nosso trabalho Brasil a fora, acreditamos que de alguma forma estamos contribuindo para uma visibilidade grande dentro do cenário independente da nossa cidade.

– Como ele está sendo lançado e como encontrá-lo?

Glauco – Inicialmente lançamos em uma turnê no mês de Julho que começou em Vitória da Conquista na Bahia e foi até Santa Catarina e depois voltamos pra Bahia, terminando em Ilhéus. O disco saiu pelo Fora do Eixo Discos e pelo selo BigBross e voce consegue comprar pelo nosso site (www.vendo147.com) e em lojas como a Trenchtown e algumas livrarias.

- Gostaria que fizesse um panorama da evolução musical da banda desde o inicio até este disco.

Glauco – A Vendo 147 era um projeto de um homem só, que não tinha um esquema de trabalho ou intenção de se tornar uma banda de verdade, com shows ou viagens… No início existia mais o rock guiando as músicas, o conceito era meio punk e sujo, onde eu compunha todas as músicas, fazendo gravações bem toscas e soltando na internet. Hoje em dia a banda tem músicos maravilhosos, cheio de idéias e muito talentosos, naturalmente a banda mudou e cresceu musicalmente, com o rock ainda nos guiando, porém, imersa também em várias experiencias musicais, sem medo de se aventurar com qualquer estilo musical e sem se preocupar com os rótulos.

- Porque em tempos de MP3 ainda lançar um álbum?

Glauco – Trabalhamos com arte, seja ela musical, visual, corporal, textual etc… Sentimos essa necessidade de expor o nosso trabalho de diferentes maneiras. Por ter todo um conceito procuramos extrair isso de diferentes maneiras, como por exemplo, a pintura em aquarela que compõe a capa e contracapa do ‘Godofredo’, feito por Duardo Costa (um dos guitarristas da banda). De alguma forma ela representa, visualmente, o que o disco tenta passar, ou o que tentamos passar com isso tudo. Para nós , é tão importante quanto as músicas , sendo assim, fica difícil imaginar abdicarmos de um tipo de arte em prol de outra, preferimos todas juntas. E o mp3 está dentro de todo esse conceito, tanto que o disco foi lançado em formato físico e no nosso site para download gratuito. Esse formato, mp3, é maravilhoso! Acaba levando o nosso trabalho para lugares impensáveis. Na atualidade, um artista precisa saber lidar com todos os tipos de divulgação possível, claro que da melhor maneira, para não se tornar inconveniente.

- Quais sãos os planos de divulgação para este trabalho?

Glauco – O Godofredo já foi lançado no Sul e Sudeste do país numa turnê de 25 dias por essas regiões. Vamos continuar a divulgação nas outras regiões do Brasil que ainda não o lançamos. Também está na nossa pauta de planejamento, para a divulgação do Godofredo, uma turnê fora do país. Além disso, como ja falei o nosso disco está na internet pra quem quiser baixar, além de videos e todo material da banda. É só acessar o nosso site www.vendo147.com e já é!

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Tags:disco, entrevista, Godofredo, mercado, vendo 147

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