Entrevista básica: Versu2
Mais uma edição da série de entrevistas básicas com artistas falando sobre os lançamentos de seus novos discos. Dessa vez nosso entrevistado é o grupo de rap Versu2. Criado em 2008, o grupo é formado pelos MC’s Coscarque e Blequimobiu e pelo DJ Gug e tem se consolidado como um dos nomes do rap baiano mais atuantes. O Versu2 tem circulado e tem se destacado num cenário cada vez mais profisionalizado e forte do rap da Bahia. Nesse primeiro Ep, reuniram suas músicas (7 no total), chamaram vários amigos para participar das faixas e trouxeram uma novidade. Além das faixas, o EP contém o jogo Toy Art War que é jogado em primeira pessoa e foi idealizado pelo Marco Alemar (responsável pela arte do EP) e tem total participação do grupo. Mostrando como está ligado numa nova realidade de mercado, divulgam o seu trabalho vendendo o disco por apenas dois reais. Nessa nova entrevista da série, o grupo fala mais sobre o disco, a carreira e o mercado.
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O Que: “Apresento Meus Amigos”
Formato:EP
Onde: no site tortofonogramas.com/bestiario
Por quem: Positivoz, Big Bross Rec e Fora do Eixo Discos
Preço: R$ 2,00 (dois reais)
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- Gostaria que você contasse como foi a concepção do disco. Há um conceito nele?
O disco surgiu sem um planejamento, estávamos gravando e experimentando vários sons e quando pecebermos tinhamos muitas faixas com participação de amigos, então resolvemos juntá-las e lançar este EP que como o nome já diz apresenta nossos amigos ao mesmo tempo que nossos amigos nos apresentam. Nele esta boa parte dos nomes mais ativos da cena rap baiana.
Quando o disco tava praticamente pronto nosso amigo Marco Alemar deu a ideia de usar uma de nossas batidas no game Toy Art War o qual ele esta desenvolvendo e dai surgiu a idéia de inserir também no contexto do EP um demo do jogo, isto repercurtiu bastante e estamos com grandes planos pra o próximo lançamento
- Como foi o processo de produção e gravação?
A produção aconteceu de uma forma bem despretenciosa, vários amigos iam nos apresentando beats e quando rolava a identificação desenvolviamos os temas, foram quase 20 músicas que escrevemos, gravamos e no final vimos que estas eram suficientes pra intenção que tinhamos.
– Quais foram as principais influências durante a criação e gravação do álbum?
A amizade, a liberdade de fazer música sem um foco especifico, a celebração pelo melhor momento do rap no estado, as conquistas de poder estar indo a outros estados mostrando que na Bahia não temos barreiras musicais.
- Como você insere o disco e o trabalho da banda na música feita na Bahia?
Já vendemos praticamente toda tiragem inicial de 1000 cópias, vamos prensar mais 2000 agora, foram quase 3 mil downloads em nosso site oficial. Apresentamos este disco em Fortaleza, Recife, Maceio, Vitória da Conquista, Belo Horizonte e São Paulo, acabamos de gravar o programa Manos e Minas que é o principal programa de tv a nível nacional do gênero, acreditamos que este momento é inédito para a música baiana no conceito independente.
Estamos apenas introduzindo, são apenas 2 anos e meio de trabalho, temos muito que aprender e fazer ainda, vamos deixar que o povo baiano insira nossa música em suas vidas, o Brasil já tá fazendo isto.
– Como ele está sendo lançado e como encontrá-lo?
O Ep é um lançamento da Positivoz, Big Bross Rec e Fora do Eixo Discos.
- Gostaria que fizesse um panorama da evolução musical da banda desde o inicio até este disco.
O que posso dizer é que desde sempre fomos muitos cautelosos nos nossos passos mas nunca deixamos de ser ousados, nossa primeira música “Pra fazer o que gosta” foi finalista do Festival da Educadora FM, na segunda “Que som é este” misturamos sample de Ivete Sangalo com a batida do rap, na terceira fizemos “Segredo da Harmonia” fizemos um clip e um concurso de remix que colocou nosso nome no cenário rap a nível nacional. Agora com este EP estamos tendo o retorno de que fizemos a coisa certa ao assumir nossos sutaque, girias e ao falar com o olhar partindo de nossa realidade. Já estamos escrevendo novas músicas pra um proximo disco e vamos abaianar ainda mais a parada.
- Porque em tempos de MP3 ainda lançar um álbum?
Porque na praia num tem internet, hehehhehe! Vendemos nossos discos na praia, na rua, no trabalho, na faculdade, ele custa apenas R$2, tem um arte bonita, as pessoas compram só pela capa, por saber que é rap da Bahia, ficam curiosas pq dizemos que tem mistura com capoeira, olodum, que a música é legal e acompanha um demo do game Toy Art War, a mp3 é da hora, mais num é tudo, ainda queremos fazer um vinil e eternizar nossa música.
- Quais sãos os planos de divulgação para este trabalho?
Vamos lançar um clip logo logo, o game Toy Art War já vai estar a venda tbm até o fim do ano, ele tá sendo muito elogiado nas comunidades e foruns internacionais e queremos tocar muito, rodar o Brasil, continuar vendendo na rua de mão e mão e tentar de uma forma ou de outra chamar atenção pra mídia local para o grande momento da música rap no estado, é uma grande oportunidade dos jornalistas quebrarem um pouco de suas rotinas ao só falar das mesmas pessoas ou só das novidades do sudeste.
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