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Mudhoney promove noite histórica

nullÉ difiícil não cair no clichê, mas não tem muito pra onde fugir. O Mudhoney fez um show histórico e marcante na última noite do festival BoomBahia, no Pelourinho. O festival em si nem precisava deles para demonstrar sua importância no cenário local, criando um ar renovado e estimulando bandas, produtores e os envolvidos com o rock baiano. Se o clima era de otimismo em ver as coisas acontecendo positivamente, a presença da mais importante banda de rock gringa que já tocou por aqui, serviu para coroar ainda mais o evento. Melhor, o Mudhoney caprichou e fez um daqueles shows marcantes que a gente leva pra casa como boa recordação. Mais ainda, ensinou para muita gente como se fazer rock de fato, sem concessões, sem apelações, sem estrelismo e de forma simples e direta.


A abertura da noite contou com mais um show competente de Nancyta. Agora acompanhado da boa banda Nunca Visto, Nancy Viégas mostrou o repertório de seu mais novo trabalho e algumas coisas antigas. Reunindo influências diversas, mas com o rock como o fermento que faz o som crescer e dar a liga, Nancyta comprovou ser um dos melhores nomes do rock baiano. Foi também mais uma prova de que temos um número invejável de bons artistas no cenário local, como o BoomBahia mostrou este ano.

O show seguinte foi um dos mais justos que o BoomBahia poderia promover. Não deve haver maior fã do Mudhoney em Salvador do que Bruno Carvalho, vocalista, guitarrista e líder da banda Pessoas Invisíveis. Nada mais justo do que a banda dele abrindo. Mas não só pela idolatria. Bruno construiu com seus parceiros, uma banda com som calcado em guitarras sujas, melodias e boas canções. Algo que acabou marcando o próprio grunge. Um prouco prejudicado pelo som, algo inédito no festival até então, fez um show porrada. Visivelmente emocionado, ele berrou, xingou o público quando pediram Alice in Chains, e quase detonou sua guitarra. A cover de “Feel Good Hit of the Summer” do Queens Of The Stone Age não só caiu bem como esquentou de vez o público, que abriu até roda de pogo. Um bom show para mais uma boa aposta do rock local.

Na verdade tudo foi aperitivo. Todos ali queriam ver o Mudhoney. A carência
de shows internacionais acabou reunindo fãs e gente que nem conhecia a banda e a praça ficou lotada. Quem não conhecia deve ter se surpreendido com a força da banda. Baixo, guitarra e bateria no talo, com destaque para a guitarra de Steve Turner gritando bem alto com seu pedal fuzz. Mas chamava atenção também aquele homem magro, branco, loiro e narigudo a frente do palco. Energia brutal e uma voz punk de dar inveja a qualquer garoto. Mark Arm, que às vezes também tocava guitarra, variava seu modo de cantar para berros impressionante, que soltava como se fosse natural, apenas uma extesão de sua voz. Barbarizava, sem parecer nem fazer tanto esforço.

A sequência de sucessos ou não, de músicas velhas e novas, agitou o público e serviu para dar o recado porque lá daquela terra fria, no canto Noroeste dos Estados Unidos, surgiu uma cena tão interessante de bandas. Com certeza não foi o melhor show que eles já fizeram, mas foi marcante para uma Salvador que precisa muito ter experiências assim, até como referência de como se faz rock nos anos 00. Postura de palco simples e arrasadora, mas sem precisar de apelações. O som que a banda tira de seus intrumentos (e da garganta) é o que brilha. Formada há 20 anos e com seus membros passando dos 40, a banda mostrou como fazer um showzaço de rock. Que venha o próximo.

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Comments (16)

 

  1. Wagner disse:
    25 de outubro de 2008 às 12:17 pm

    Foi lindo o encerramento, só não gostei do show dos pessoas invisíveis, e não vi nem um som ruim que prejudicasse a banda, acho que não foi uma boa escolha ter colocado eles para tocar no ultimo dia, se queimaram total xingando o publico, foi até vaiado!!!

    Preferia mil vezes a the Honkers, com seu rock – visceral e autentico.

  2. Bruno Carvalho disse:
    25 de outubro de 2008 às 1:38 pm

    Relaxa Wagner. Honkers é iindo (toquei na banda, lembra?), PI é um cocô. É mais ou menos isso!
    O mesmo cara que me xingou, me deu um beijo na testa depois do show e comprou um cd!
    A vida é doce, não tem essa de se queimar não. Pelo menos ninguem aqui tá preocupado com isso! Foi só um show de rock! Uns 10 não gostaram, mas muito mais acharam massa! A vida é assim…
    abraço

  3. Jair disse:
    25 de outubro de 2008 às 2:43 pm

    Wagner, a gnt viu o mesmo show?
    Eu vi Bruno da Pessoas Invisíveis botar o pubico no luga dele, coisa que esse micareteros do rock aqui nao fazem.
    agora, honkers de fora nao é pra entender…

  4. rato-matic z z top top disse:
    25 de outubro de 2008 às 4:08 pm

    esse Wagner ai tá por fora…
    pessoas invisiveis e estrada perdida foi quem brocou no festival.

  5. Sputter. disse:
    25 de outubro de 2008 às 11:48 pm

    Eu gosto de 4 músicas do mud…pra quem gosta do som dos caras foi bom, pq os eles tocaram com sangue…mas o som tinha umas horas q não dava pra entender nada…

    Pizza…que tal um Honkers Invisíveis na convenção?

    Tipo uma música do fim do show da PI e uma do começo do show Honkers com as 2 bandas tocando???

    Eu pagaria pra ver!!!

    Foi lindo hj man, te amo!

  6. rato-matic z z top top disse:
    26 de outubro de 2008 às 2:50 am

    viiixe tem um rato clonado aí. esse rato de cima TÁ CLONADO. wagner? jacques? isola, mainha, isola. ele tá a cara de rolando léro. e o papo é igual o de rolando léro. viva geddel.

  7. bernardo disse:
    26 de outubro de 2008 às 6:55 am

    mickey may
    UI

  8. Wagner disse:
    26 de outubro de 2008 às 7:01 pm

    o melhor show do boom foi o SubAquatico, a cada dia os caras estão mais profissionais,
    e é aquilo gosto não se discute, não acho que PI sejam bons ao vivo, mas estou torcendo por eles, quero ir no show deles e curti todas as musicas, gosto das influencias que deles … mas ainda não me agrada!!!

  9. Wagner disse:
    26 de outubro de 2008 às 7:07 pm

    pra mim PI ainda são invisíveis, quem sabe um dia eu enxergue !

  10. Bruno Carvalho disse:
    27 de outubro de 2008 às 10:40 am

    é isso ai meu velho… quem sabe no próximo vc gosta né?
    vamo tentar te agradar, com certeza!
    abração

  11. rato-matic z z top top disse:
    27 de outubro de 2008 às 11:53 am

    ô bruno, deixa jaques wagner falando sozinho cara. ou faça como geddel dê um a zero nele

  12. Eduardo disse:
    27 de outubro de 2008 às 12:22 pm

    Não vi os shows que antencederam o show do Mudhoney, 1º porque cheguei um pouco tarde, depois porque não sou muito fã da Pessoas Invisiveis, vi um show deles no ICBA e não é bem minha praia, o que claro, não significa que a banda não tem uma qualidade boa, isso nem precisa discutir, quem já ouviu o material dos caras ou shows. sabe ue noe stilo deles eles se garatem e muito, e acho que quem se queimou não foram os caras e sim os babacas que mesmo não se agradando com uma determinada banda insistem em ir nos shows zuar, acho isso uma imbecilidade.

    Espero sinceramente que no próximo Boom Bahia role The Honkers, é uma banda, ao menos para mim, sinônimo de animação, e bem legal essa ideia de Rodrigo, do Honkers Invisiveis, Jam sessions sempre são interessantes.

  13. Mirian disse:
    27 de outubro de 2008 às 5:35 pm

    Bendito é o estado que tem Pessoas Invisíveis (pra mim o show foi perfeito), Declinium, Nancyta, Roney Jorge, Retrofoguetes, e Honkers!

    Viva o rock da bahia

  14. Tai disse:
    27 de outubro de 2008 às 7:25 pm

    meldels, PI, Nancy, Retrofoguetes e Vivendo do Ócio mandaram muito bem… Mudhoney foi dez tb!

  15. Claudio Esc. disse:
    28 de outubro de 2008 às 10:49 am

    Pessoas Invisíveis é a banda mais cool de Salvador. A banda toda é boa. Tem uma excelente dupla de guitarristas, sendo um deles um dos poucos “guitar heroes” de SSA, 100% hardrock. Eles tem também um bom baixista, baterista seguro, e Brunão até aprendeu a cantar… O disco é um dos mais bem gravados por essas searas. Indie rock pesadão, acho foda e azar de quem acha ruim, só lamento!

  16. camilo fróes disse:
    28 de outubro de 2008 às 11:31 pm

    No fim do show, no camarim, fui falar com o Mark Arm:

    Show do caralho!

    Obrigado

    Muito, muito do caralho!

    Obrigado.

    Aquela hora que você disse que tinha muita coisa pra dizer pra platéia, mas não sabia falar português… Devia ter falado! Muita gente ia entender.

    Ah… Eu na verdade não tinha nada pra falar. Foi só pra ganhar um tempo e respirar pra próxima música.

    hahahaha Difudê.

    Nos Estados Unidos, nos shows, a gente nunca fala nada. hahahaha

    hahaha, massa. Então, é isso: bom show.

    Obrigado.

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